Natação: uma Paixão de Família

Hoje está chovendo muito (aliás, tem chovido muito desde o primeiro dia do ano), mas acabo de voltar do clube aonde fui treinar natação com meus filhos (Francis Akira, Oscar Kei e Hélio Ryuji, os descabelados da foto ao lado, exibindo medalhas ganhas no último torneio de 2006, em Itapira), debaixo de chuva gelada. Éramos somente nós quatro na piscina. Francis (8) cumpriu seu treino de 2.000 m, enquanto Hélio (12) e Oscar (9) fizeram um treino de 2.700 m. Eu nadei pouco mais de 2.000 m.
Exercícios físicos sempre ocuparam um papel importante em minha vida. Prefiro sacrificar tempo de sono a ficar sem me exercitar. Por experiência, sei dos benefícios psicológicos dos exercícios muito antes de ler sobre as endorfinas geradas pela atividade física.
Aprendi a nadar sozinho, na piscina do Lins Country Club, imitando o que via no Esporte Espetacular. Até hoje me lembro de como passei uma tarde imitando a virada olímpica no primeiro dia que a vi na TV. Lembro-me até do rosto do nadador, embora não me recorde de seu nome. Praticava 1.500, 2.000 m sempre que dava, mesmo no frio. Durante o inverno, éramos somente eu e meu irmão do meio, Marinho, nadando sem parar.
No início da adolescência, passei por uma fase inevitável de praticar futebol de salão todos os dias, mas sempre foi a natação o meu esporte favorito. Durante a faculdade, no ITA, maravilhei-me com a primeira piscina olímpica de minha vida. Ganhei umas poucas medalhas lá, mas devido ao estudo meus treinamentos eram muito irregulares. Nessa época, fiz um pouco de musculação (às vezes dividindo os aparelhos com as meninas da seleção de vôlei da época, que incluía as lendárias Jaqueline e Isabel!) e corria de vez em quando pelas ruas arborizadas do CTA (Centro Técnico Aeroespacial).
Depois da faculdade, somente voltei a nadar quando fui fazer pós-graduação no Japão. Durante os 6 meses em que estudei japonês em Osaka, lembro-me nostalgicamente de freqüentar a OK Swimming School, na cidade satélite de Suita, onde praticava musculação e natação de três a cinco vezes por semana. Bons tempos aqueles.
Durante o meu longo período na Universidade de Tokushima, nadava na piscina olímpica da universidade, onde cheguei a participar da equipe universitária. Durante os meses frios, nadava no Seishonen-Center (Centro de Jovens), onde eu pagava pouco mais de dois dólares por duas horas de uso.
De volta a Lins há cinco anos, minha rotina de exercícios tem sido muito intermitente: muito pouco durante o período de aulas e muito durante o período de férias escolares. Mas o meu maior orgulho em relação à natação são meus filhos, todos nadadores. Treinados pelo excelente Cassius, os meninos têm evoluído muito e já conquistaram muitas medalhas. Temos viajado com certa freqüência para que os meninos participem de torneios importantes, haja vista que Lins não tem estrutura para suportar boas competições, infelizmente.
É gratificante ver a evolução dos garotos, tanto em aspectos técnicos como nos resultados. Em particular, é admirável ver Oscar Kei nadando como se a água fosse seu ambiente natural. Ele desliza na água sem esforço e num ritmo alucinante. Além da saúde, a natação tem dado aos meus meninos muita coisa: disciplina de treinamento, espírito de competição, auto-confiança.
A natação e a água têm grande importância em nossa família. Há dois anos, nossas férias em Bonito, MS, foram motivadas pela possibilidade de nadar em aquários naturais em meio a cardumes de piraputangas. Este ano, nossa grande expectativa para nossas férias no litoral paulista é a chance de mergulhar nos cantos das praias de Ilhabela e Ubatuba à procura de qualquer sinal de vida marinha. Já comprei quatro kits de máscaras e snorkel, além de uma bolsa submarina para a câmera digital!

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