União Soviética, 15 Anos Depois: Capitalismo Vence Democracia
A Folha de São Paulo trouxe um conjunto de três artigos fazendo uma breve análise das mudanças ocorridas na Rússia nos últimos quinze anos. É difícil acreditar que já se passou tanto tempo desde a extinção da União das Repúblicas Socialistas e Soviéticas em dezembro de 1991.
Lembro-me do interesse com que lia os jornais da época anterior ao fim da URSS. A corrida nuclear, o tom jocoso com que jornalistas se referiam ao "Gigante de Pés de Barro", capaz de desenvolver temidos mísseis balísticos intercontinentais, mas incapaz de prover bons calçados à própria população. Muita coisa mudou por lá desde então.
Os artigos da Folha lembram que a Rússia atravessou uma séria recessão econômica nos dois governos de Bóris Ieltsin (1991-1999), mas tem vivido um período de forte crescimento nos governos de Vladimir Putin (1999 até os dias de hoje). É interessante notar que a abertura política foi muito maior durante o governo de Ieltsin que no governo Putin; este é centralizador e conservador, o que não é surpresa vindo de um ex-chefe da KGB, antiga polícia política da União Soviética.
Entre maior liberdade e maior acesso à riqueza material, a classe média russa escolheu a segunda, o que provavelmente decepciona muitos idealistas. (Eu ainda era muito pequeno durante o governo militar do Brasil, mas tenho a impressão de que, apesar do milagre econômico brasileiro, o povo deste país lutou muito mais pela democracia que o povo russo atual.) Isso tornou a Rússia, ao lado da Índia e da China, os mercados emergentes mais importantes do mundo atual. O Brasil mais uma vez parece estar ficando de lado, perdendo o bonde da história.

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