Torneio TVTEM de Natação
Ontem, meus filhos e eu participamos da etapa eliminatória do Torneio TVTEM de Natação no SESI de Bauru. Além do fato não muito comum de participar do mesmo torneio que os meninos, tivemos um episódio inusitado: a perda de objetos mais estranha deste mundo.
A Prefeitura Municipal de Lins havia disponibilizado um ônibus para os atletas e eu estava contente por poder viajar de ônibus e até descansar um pouco. Eu tanto contava com isso que fui dormir tarde como sempre. O encontro estava marcado para as 6 da manhã, o que é particularmente doloroso num dia de sábado.
Acordei às 5, mas somente consegui sair da cama quinze minutos depois. Ainda daria tempo. Preparei uma refeição-relâmpago para os meninos e os acordei. Eles cooperaram e correram a se aprontar.
Pouco antes das seis, a um metro da porta de entrada da casa, conferi a bagagem. Numa mochila, documentos, dinheiro, tocador de MP3, toalhas, roupas para troca, câmera etc. Numa outra mochila, mais leve, somente artigos de natação para os meninos: três pares de óculos, três tocas do time da escola, uma sunga molhada. Entreguei essa mochila mais leve a um dos meninos, frisando que eram os artigos de natação. Cinco minutos depois estávamos no carro, a caminho do ponto de encontro, no Centro Social Urbano (CSU), onde o ônibus já nos aguardava.
Descendo do carro, demos falta da mochila com os itens de natação! Onde estaria? Oscar, meu filho do meio, garantia que tinha passado a mochila para Hélio, o mais velho, que não se lembrava de nada. A mochila só poderia ter ficado em casa, provavelmente na garagem. Voltei com o Oscar para procurar a mochila; no carro, pensei em outra possibilidade: a mochila teria ficado em cima do porta-malas e teria sido derrubada pelo movimento do carro. Assim, refizemos o caminho de ida, prestando atenção em busca de uma mochila caída. Como era ainda muito cedo e estava escuro, tínhamos a esperança que ninguém tivesse pego a mochila possivelmente caída.
Nada de mochila pelo caminho. E nada em casa também. Procuramos na garagem, jardim, todos os cômodos da casa, incluindo os lugares mais absurdos, e nada. Resolver refazer novamente o caminho de carro, pois a hora da partida do ônibus já se aproximava, e nada de mochila. Mandei os meninos de ônibus para Bauru (pois já eram 6h30m) e voltei para procurar de novo, primeiro no caminho, depois em casa. Nada. Fiquei desolado e frustrado. Não sabia o que fazer.
Sou um mestre em perder as coisas (já perdi minhas chaves umas cinqüenta vezes!), mas desta vez me superei, com a ajuda dos meus meninos super-poderosos. Como é que perdemos uma mochila assim, sendo que somente cerca de 3 metros separavam o lugar onde havia deixado a mochila e o carro?
Pensei em desistir e dormir. Sentei-me no sofá, desolado e cheguei a ligar a TV para me acalmar. Mas aí o lado racional começou a funcionar. Os meninos provavelmente se sairiam bem sozinhos, pois muitas vezes viajaram sem mim para torneios de beisebol, principalmente. Mas teriam que pegar óculos de natação emprestados, dinheiro emprestado para almoçar. O Francis teria que nadar com sunga emprestada, pois sua sunga molhada estava na mochila perdida. Felizmente os outros tinham já ido com suas sungas por baixo das bermudas. Mas o pior seria que, se eu não fosse, eles sentiriam minha ausência na torcida e se sentiriam mais culpados pelo que tinha acontecido. Pensei e, com um sentimento de culpa, resolvi ir. Já eram 7h30m.
Corri a pegar uma outra sunga para o Francis, alguns pares de óculos de natação de reserva, conferi a mochila e fui. Como a esperança é a última que morre, mais uma vez refiz o caminho para o CSU, embora o dia já estivesse movimentado. Enchi o tanque do carro e rumei para Bauru. Consegui encontrar o local do torneio, o SESI, às 8h55m, pouco antes do início das provas, previstas para as 9h. O Francis estava com uma enorme sunga emprestada que parecia uma fralda. Ele correu a trocá-la pela sunga que eu levava, pois seria um dos primeiros a nadar. Disse aos meninos que não estava mais bravo com eles para que eles pudessem ficar mais soltos.

As competições correram tranqüilas. Em cada categoria, somente os 18 primeiros se classificam para a final no próximo sábado. O Francis, com 19'72 nos 25m livres, foi o terceiro colocado geral da categoria Mirim I. Foi uma proeza e tanto, haja vista que os dois primeiros colocados são quase um ano mais velho que ele --- grande diferença na categoria ---, que foi o mais jovem da categoria. O Oscar, com 16'07, foi o primeiro colocado geral da Mirim II. O Hélio, cuja especialidade não é o nado livre, ficou com a 26a. posição na categoria Infantil e não se classificou; foi uma pena e eu fiquei triste, mas ele não nadou mal e é preciso levar em conta que a categoria continha crianças mais velhas que ele. Eu, que nadei na categoria Master, fui o sexto nos 50m livres com o tempo de 32'09, que não é ruim para minha idade. Acho que poderia ter ganho um segundo se não tivesse errado o ponto de virada.
Ao final da competição ainda encontramos meu irmão Marinho, que foi até o SESI nos ver quando soube por minha mãe que estávamos na cidade. Eles não chegaram a tempo de ver os meninos nadando, mas pelo menos deu para almoçarmos juntos.
Graças a Deus eu não deixei a perda da mochila estragar nosso dia. Afinal, ninguém se machucou e não perdemos nada irrecuperável. Já pensou se fosse a outra mochila, com dinheiro, documentos e tudo mais? Tomara que eu siga tendo esses momentos de lucidez daqui por diante. Mas talvez o mais importante seja me organizar um pouco melhor, objetivo que persigo há muito, sem sucesso.
Nota: Ainda tenho uma pequena esperança de recuperar a mochila, cujo conteúdo provavelmente não será de muita utilidade para quem a encontrou. As tocas têm o nome da escola dos meninos, e os seus nomes estão escritos nas tocas. Se uma boa alma tiver encontrado a mochila, quem sabe não contactará a escola e devolverá os pertences? Acreditar que ainda há bondade na espécie humana não custa, não é?

2 Comentários:
Boa noite professor.
Gostei do blog...Tambem tenho um no blogspot e o engraçado que eh o mesmo template que o seu. Dê uma olhada qdo tiver tempo:
danilodebiazi.blospot.com
Abraços
Microsoft apronto de novo:
Essa não é a primeira vez que a Microsoft é flagrada utilizando produtos de sua principal rival, a Apple. Um funcionário da Microsoft certa vez reportou em seu blog pessoal fotos da chegada de equipamentos à um escritório de design da Microsoft. Os equipamentos? Mac’s G4 e G5.
A Microsoft também já foi flagrada por utilizar PHP no site do MSN
O Tio Bill é o kara !!!
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